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Vigilância solidária - mais segurança e conectividade no seu bairro

Você conhece os seus vizinhos? Sabem quem são e conhece sua rotina? Se sim, ótimo. Se não, é bom conhecer, pois manter contato com as famílias da vizinhança é necessário não apenas por uma questão de boa convivência, mas de segurança.

03/04/2020

Da cooperação entre vizinhos para “vigiar” as casas uns dos outros quando alguma família se ausenta, é que surgiu o termo “vigilância solidária”.

Atualmente é bem comum, entre os moradores de um bairro, criar grupos do WhatsApp para avisar em caso de presenças suspeitas pelas redondezas, com o intuito de prevenir delitos, depredações e outros inconvenientes. Todos colaboram em prol do bem comum, dentro de uma política de prevenção e de interação com a polícia.

A vigilância solidária não entra em ação apenas quando uma família viaja, mas o tempo todo: quando os filhos saem e voltam da escola, quando os adultos retornam do trabalho, quando há idosos ou crianças pequenas em alguma casa, para localizar algum pet perdido.

Enfim, é uma ferramenta da qual todos fazem parte, contando, em alguns casos, com o apoio dos Conselhos de Segurança – os tais Consegs, ou de lideranças comunitárias. De qualquer modo, mesmo tendo a cooperação de todos e estando sempre em contato com os policiais, os moradores podem exercer a função de “vigias” através de tecnologias como o monitoramento por câmeras.

Através deste sistema, tem-se acesso a imagens em tempo real, inclusive através de aplicativos no celular e, por ali, verificar se há alguma movimentação diferente pelas ruas – especialmente na parte da noite, em que, geralmente, os moradores estão regressando às suas casas. As imagens também podem ser armazenadas em um computador disponibilizado por algum dos moradores ou na sede do próprio Conseg.

Mesmo fazendo uso das câmeras, uma das dicas da Polícia Militar é não entrar imediatamente na garagem. Se necessário, dê umas voltas pelo quarteirão e acione a PM. Não encoste o carro e nem acione o portão, para não correr o risco de ser abordado por algum “mau elemento”. Mas caso o pior aconteça, as imagens das câmeras serão essenciais para auxiliar nas investigações da polícia quanto ao reconhecimento do “visitante”.

Falando em visitante, nunca é demais reforçar: conheça seus vizinhos e as pessoas que frequentam seus lares, para não cair no erro de julgar que aquele estranho na sua rua pode ser uma ameaça. Às vezes é só uma visita mesmo, literalmente!

Mas, voltando aos criminosos: só pelo fato de eles saberem que estão sendo monitorados – e por câmeras de diversas casas -, isso já os inibirá. A instalação do monitoramento eletrônico serve, primeiramente, como prevenção – mas consequentemente funciona para unir ainda mais os vizinhos, criar conectividade entre eles e a polícia e propagar o conceito de segurança e vigilância solidária pela cidade.

 

Quanto isso vai nos custar? Bom, sabemos que o serviço prestado pela PM não tem qualquer custo, mas para instalar o sistema de câmeras não precisa pesar no bolso, caso vários vizinhos se juntem e requeiram preços mais em conta – apesar de que hoje em dia estes recursos não sejam tão onerosos.

Outra ideia: os Consegs ou os líderes comunitários podem ainda providenciar a confecção de placas destacando a segurança monitorada pelo bairro, solicitando algum patrocínio; a polícia pode ser consultada quanto aos melhores pontos para fixar as placas.

De qualquer forma, a fim de protegermos nossa casa e nosso bairro, todo investimento material ou não, é válido e necessário e a proposta pode e deve chegar a todos os pontos da cidade.

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